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Apesar de ter sofrido
algum desgaste ao longo dos últimos anos, é inegável que a série
Need for Speed é um ícone dos jogos de corrida. Certamente seu título
está entre os que rapidamente remetem aos videogames, e ter um
desses jogos em seu lançamento é benéfico para qualquer
plataforma. Ou talvez.

Quando pensou em
“Need for Speed Carbon” para o lançamento do Zeebo, é provável
que a Tectoy pensou em tê-lo como um chamariz em seus estandes de
venda, um nome forte que mostre que o console também tem e terá títulos
de grandes empresas. Isso talvez se efetive com quem apenas
tenha ouvido falar de NFS. Para ser otimista, quero acreditar que o
prazo de finalização do jogo acabou manchando um bocado esses
planos ter um “arrasa-quarteirões”.
A apresentação de Carbon
é interessante: transições de imagens com os personagens, diálogos
em português e uma variedade bastante razoável de músicas
completas na trilha sonora. O menu principal apresenta as opções
“Domine a cidade”, o principal modo de jogo, em que o jogador
percorre uma série de desafios (Circuitos, Corridas com um percurso
linear, etc) e tem acesso ao mapa aberto; “Partida rápida”, em
que é só escolher um carro já melhorado e mandar ver; “Meu NFS”
e “Extras da EA” que exibem uma série de estatísticas, informações
e imagens do jogo.

Você começa a
perceber que este não é bem aquele Carbon assim que começa
o Domine a Cidade. É aí que se vêem os modelos chapados
e sem detalhes dos carros, a variação mínima no visual da cidade,
assim como o pouco tráfego de outros veículos nas ruas. Em alguns
trechos a impressão que fica é que o jogo se passa num circuito (e
não numa cidade) escuro, pois o ambiente noturno não é compensado
com efeitos de luz que deixem tudo bem visível.

Começa a corrida,
acelerador embaixo… E o carro não anda. Leva um tempo até que
haja a sensação de que saímos da segunda marcha, é tudo muito
lento. A taxa de quadros também não colabora com o jogo, cujo tema
remete a corridas de rua em veículos super potentes. Vem logo à
mente a versão PS2, a mais simples do jogo para outros consoles de
mesa, e que ainda assim é cheia de efeitos de luz, tem grande sensação
de velocidade, inclusive com efeitos de vácuo dedicados a essa
sensação. Os problemas com a velocidade são um pouco abrandados
com o decorrer do jogo, à medida que se tem acesso a carros mais rápidos;
ainda assim, persiste a baixa taxa de quadros.

O script que o jogo
segue é similar ao de suas outras versões: corre-se para dominar
territórios, tem-se acesso a mensagens deixadas por aliados e
rivais, ganha-se dinheiro e há uma contagem de progresso. Os mapas
de desafios, as telas de carregamento e a interface geral do jogo
ficam bastante agradáveis em nosso português, o que deixa aquela
lamentação de que, com uma boa otimização, principalmente no que
diz respeito à velocidade, o jogo até poderia ser um bom
passatempo para muitos enquanto não chegam outros títulos melhor
trabalhados.
No fim das contas,
Carbon para o Zeebo é um jogo que desaponta a todos aqueles que já
tiveram algum contato com outras versões do jogo. Sua lentidão e
pouco refinamento lembram e muito os jogos em 3D que temos para
celulares ou títulos das primeiríssimas levas de lançamentos para
PSOne ou Saturn, e a expectativa é de que os próximos jogos do gênero
possam mudar esse cenário e agregar algum valor à lista de títulos
disponíveis para a plataforma.
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