|

Futebol, o esporte
mais popular do mundo. Nenhum videogame que se preze pode deixar de
ter um bom jogo para o esporte, ainda mais quando o videogame em
questão é brasileiro! FIFA 09 preenche uma lacuna que sob hipótese
alguma poderia ficar vazia no Zeebo, embora a assertiva sobre ser um
“bom jogo” ainda requeira um esforço extra por parte da
produtora para tornar-se verdadeira.
Aproveitando-se da licença
oficial da Eletronic Arts, FIFA 09 traz um extensa lista de ligas
internacionais com seus respectivos times - e o campeonato
brasileiro também está lá, com várias das equipes da série A.
As escalações, em sua maioria, estão atualizadas até o fim do
ano passado, com os nomes dos jogadores exibidos corretamente, sem
“apelidos” estranhos. Sem dúvida, este é um atrativo e tanto
para qualquer jogo, e que atualmente só é fornecido pela franquia
da EA. Um bom começo.
Os modos de jogo
trazem algumas opções. Pode-se optar por partidas rápidas, em que
é só escolher um time e iniciar o jogo contra a CPU; por amistosos
com um ou dois jogadores simultâneos; por “desafios”, onde são
oferecidas situações de jogos já iniciados que devem ser
revertidas pelo jogador (como, por exemplo, virar um jogo começando
pela metade do segundo tempo); por “temporadas”, um modo mais
completo em que enfrentam-se sucessivas partidas em campeonatos do
tipo liga; e por “torneios”, que são os campeonatos específicos
de cada país, ou envolvendo seleções.

Apesar de não ter a
mesma quantidade e profundidade de modos de jogo que outras versões,
é possível dizer que a versão Zeebo de FIFA 09 já oferece um
pacote maduro de opções para uma estréia. O mesmo não pode ser
dito sobre o jogo em ação - com uma ou duas partidas percebemos o
quanto ainda pode ser melhorado, não só em gráficos, mas
principalmente na dinâmica geral das partidas.
Na parte visual, vemos
modelos poligonais bastante básicos para os jogadores. Todos eles têm
praticamente a mesma aparência, além de apresentarem a mesma animação,
que é até sincronizada. No início do jogo já se nota um único
movimento programado para todos os personagens da tela, que movem as
pernas como se estivessem aquecendo-se. Essa escassez estende-se à
movimentação dos jogadores na partida: eles vão para frente, para
trás e para os lados, além de terem movimentos diagonais bastante
definidos, que não apresentam qualquer animação específica para
suavizar as trocas de direção enquanto correm. Em decorrência
disso, a impressão visual que temos é a de um jogo bastante
“cru”, sobretudo quando tentamos um posicionamento para chutar,
tocar ou tomar a bola.

Essa impressão
transfere-se também ao que é apresentado pelos comandos. Com a
bola, temos botões para toque, passe em profundidade, lançamento e
chute, sendo que a força deste último é regulada pelo tempo que o
botão é pressionado. Sem a bola podemos trocar de jogador e dar
carrinho; e claro, podemos sempre usar o ZR, pressionando-o
repetidamente, para correr. Sente falta de alguma coisa? Pois bem, não
há um botão específico para o desarme, que é feito de forma
semi-automática com a simples aproximação ao jogador que está
com a bola. A superficialidade continua quando levamos em conta a
movimentação da partida em si: o time adversário - assim como o
seu - move-se de uma maneira bastante simplificada, não há
um sistema defensivo formado. Com isso, durante o jogo não há
grande necessidade de trocar muitos passes; quase todo o tempo é
possível dar dois ou três toques, correr e chutar a gol.

Algo que foi trazido
da versão PC para o Zeebo é a narração em português, feita por
Nivaldo Prieto. É um bom extra, embora limite-se a poucos tipos de
fala, que logo repetem-se um bocado - nada próximo às diversas
linhas de diálogo que ouvimos nos PCs. A trilha sonora dos menus
fica por conta do instrumentista brasileiro Curumin, com sua
“Magrela Fever”, que também é uma das várias faixas contidas
em outras versões.
Se pensarmos em outros
títulos de futebol que já foram lançados para plataformas como
PC, PlayStation 2, Xbox e até PlayStation e Saturn, vemos que já
se estabeleceu um nível considerável para jogos do gênero,
inclusive em máquinas já antigas. É pensando nesse nível que
pode-se dizer com facilidade que a versão Zeebo de FIFA 09 deixa a
desejar: sua jogabilidade é superficial, seus gráficos e animações
são bastante “crus”. O fato de ser uma grande franquia traz as
vantagens das licenças para os campeonatos internacionais, do
suporte na parte sonora e de um bom número de opções de jogo. Mas
assim como acontece no futebol, o resultado dentro das quatro linhas
importa bem mais que qualquer firula fora de campo. E nesse sentido,
espera-se que a próxima versão do jogo seja melhor desenvolvida.
|