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CRITICOM

 

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Por: Augusto aragão

NOTA: 7.5

 

Seguindo o estilo de Toshinden, a empresa Vic Tokai produziu o jogo Criticom, originalmente lançado para Playstation e depois para o saturn. Mas diferente de outros jogos de luta em 3D, parece que os produtores deste jogo não se preocuparam em usar a técnica motion capture nos personagens. Isso resultou em movimentos um tanto estranhos, muitos realmente ruins de se fazer.

Em relação à versão original, a do saturn perdeu um pouco de resolução. No demais o jogo continua o mesmo, mantendo os oito lutadores, cenários com “ring out”, apenas um round e barra de energia dupla. O jogo possui uma apresentação em 3D muito boa, com um clima de ficção científica. A história do jogo é contada nesta parte e complementada na apresentação de cada lutador. Com isso o jogador curtirá animações bem interessantes na história de cada lutador. Cada personagem possui uma história mais ou menos trágica que o motiva no torneio de Criticom.

Cada um dos oito lutadores é bem característico no jogo, tendo-se desde robô (o personagem S.I.D.), amazona (a personagem Delara) até um alienígena que é a cara do Predador (o personagem Sonork). Os lutadores começam com três a quatro golpes especiais e a medida que mudam de level, ganham mais um golpe. Isso parece até um RPG, mas os jogadores vão gastar algumas horas para Ter todos os golpes de cada lutador. Este aspecto pode ser cansativo.

O jogo em si não é inovador. Os gráficos de Criticom são simples em relação a um jogo de luta 3D. Os cenários de fundo também são simples demais e perderam muito na conversão. O aspecto mais negativo do jogo é a movimentação dos personagens, muito estranha e ruim em um ambiente 3D. Fazer as mudanças de plano não é algo que se percebe com facilidade. Até mesmo fazer os golpes especiais não é fácil, de modo que a jogabilidade também ficou comprometida...bola fora Vic Tokai!

Mas há uma luz na escuridão: a música do jogo é excelente! Este é o aspecto que até hoje ainda me toca. Há músicas tribais, orientais e algumas militares. Elas envolvem bem o jogador no clima do
personagem e destaco as músicas do personagem Grunt, da personagem Delara e da ninja (não lembrei o nome...). A música desta última é das mais belas. Os efeitos sonoros estão apenas razoáveis. É possível ouvir as vozes, sons de metal e dos golpes, sendo melhor curtidos em estéreo. Os sons dos lutadores quando caem parece dar uma idéia de que eles são mais pesados do que aparentam.

Se quiser jogar apenas para conhecer, ao menos vale isso. Mas não crie muitas expectativas... prefiracurtir a música. Criticom é melhor em sua segunda versão, lançada com o nome de Dark Rift para o N64.

 

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