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Seguindo
o estilo de Toshinden, a empresa Vic Tokai produziu o jogo Criticom,
originalmente lançado para Playstation e depois para o saturn. Mas
diferente de outros jogos de luta em 3D, parece que os produtores
deste jogo não se preocuparam em usar a técnica motion capture nos
personagens. Isso resultou em movimentos um tanto estranhos, muitos
realmente ruins de se fazer.
Em
relação à versão original, a do saturn perdeu um pouco de resolução.
No demais o jogo continua o mesmo, mantendo os oito lutadores, cenários
com “ring out”, apenas um round e barra de energia dupla. O jogo
possui uma apresentação em 3D muito boa, com um clima de ficção
científica. A história do jogo é contada nesta parte e
complementada na apresentação de cada lutador. Com isso o jogador
curtirá animações bem interessantes na história de cada lutador.
Cada personagem possui uma história mais ou menos trágica que o
motiva no torneio de Criticom.
Cada
um dos oito lutadores é bem característico no jogo, tendo-se desde
robô (o personagem S.I.D.), amazona (a personagem Delara) até um
alienígena que é a cara do Predador (o personagem Sonork). Os
lutadores começam com três a quatro golpes especiais e a medida
que mudam de level, ganham mais um golpe. Isso parece até um RPG,
mas os jogadores vão gastar algumas horas para Ter todos os golpes
de cada lutador. Este aspecto pode ser cansativo.
O jogo
em si não é inovador. Os gráficos de Criticom são simples em
relação a um jogo de luta 3D. Os cenários de fundo também são
simples demais e perderam muito na conversão. O aspecto mais
negativo do jogo é a movimentação dos personagens, muito estranha
e ruim em um ambiente 3D. Fazer as mudanças de plano não é algo
que se percebe com facilidade. Até mesmo fazer os golpes especiais
não é fácil, de modo que a jogabilidade também ficou
comprometida...bola fora Vic Tokai!
Mas há
uma luz na escuridão: a música do jogo é excelente! Este é o
aspecto que até hoje ainda me toca. Há músicas tribais, orientais
e algumas militares. Elas envolvem bem o jogador no clima do
personagem e destaco as músicas do personagem Grunt, da personagem
Delara e da ninja (não lembrei o nome...). A música desta última
é das mais belas. Os efeitos sonoros estão apenas razoáveis. É
possível ouvir as vozes, sons de metal e dos golpes, sendo melhor
curtidos em estéreo. Os sons dos lutadores quando caem parece dar
uma idéia de que eles são mais pesados do que aparentam.
Se
quiser jogar apenas para conhecer, ao menos vale isso. Mas não crie
muitas expectativas... prefiracurtir a música. Criticom é melhor
em sua segunda versão, lançada com o nome de Dark Rift para o N64.
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